domingo, 27 de fevereiro de 2011

Como foi a 6ª Visita à Casa de Saúde ?

No dia 24 de Fevereiro dirigimo-nos novamente à Casa de Saúde, (apesar de não podemos contar com a Marta por motivos de doença), para realizar a nossa 6ª Visita à mesma e certamente saímos de lá pessoas mudadas.
Sim, esta visita fez jus ao tema que nos acompanhou “ A tua imagem sobre mim bastará para me mudar”, uma vez que estaríamos a mentir se disséssemos que saímos da Casa de Saúde da mesma forma que entrámos, pois é impossível não nos deixarmos tocar e moldar pelas doentes que formam o nosso grupo de trabalho.
Antes de nos dirigirmos à Unidade de São José tivemos mais uma já habitual reunião com a Irmã Fernanda, para delinear cada vez mais concretamente o projecto do fim-de-semana que iremos realizar.
Posteriormente, e antes de nos reunirmos com o grupo de doentes, trabalhamos um pouco na unidade de São José, acompanhamos pessoas no lanche, ajudamos na arrumação do refeitório e conversamos com as doentes da unidade.
Já com o grupo de doentes, realizamos actividades bastante simples, desenhamos e colorimos imagens previamente impressas. Porém esta actividade proporcionou conversas importantes, partilhas sentidas e como se tem tornado hábito proporcionou sorrisos sinceros, palavras delicadas e abraços calorosos. Prova que esta actividade simples se tornou especial foi o facto de nos termos esquecido das horas, e quando olhamos para o relógio já tínhamos excedido o tempo que nos foi cedido para estar com o grupo, o que fez com que depois saíssemos da Casa de Saúde atrasadas, apressadas e sem nos despedirmos da irmã Fernanda, uma vez que a eucaristia já tinha começado.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como Foi?

Como foi a 5ª Visita à Casa de Saúde ?


No dia 3 de Fevereiro de 2011, dirigimo-nos para a Casa de Saúde para a nossa quinta visita à mesma, contudo para o nosso primeiro encontro com o Grupo de doentes.  
O acolhimento na Casa de Saúde aconteceu como já se tornou hábito, com a Irmã Fernanda a acolher-nos amavelmente.
Todavia, este mimo de acolhimento irá desaparecer, uma vez que nos consideram já habilitadas para realizar tudo de uma forma mais independente. Isto, ao mesmo tempo que nos atemoriza, responsabiliza-nos e orgulha-nos. Assim sendo, nas próximas visitas iremos dirigir-nos à secretaria e pedir a chave do campo de férias para nos direccionarmos ao mesmo. Lá, iremos vestir as batas para depois irmos para as unidades.
Depois de falarmos com a irmã Fernanda, fomos para a unidade de São José, de onde são as doentes que pertencem ao nosso grupo. Aí, estivemos um pouco com todas as doentes, e entre um sorriso, uma palavra e um abraço sentido, íamos lembrando o tema, que nos alimentava ao longo da visita: “Vieste como amigo”.
Chegaram as 15.30h, as doentes já tinham lanchado, já estavam prontas para se reunirem connosco numa outra sala e aí, um nervoso miudinho apoderou-se de nós. Lutámos contra este, vencemo-lo, e acompanhamos as doentes para uma sala, que por norma é uma sala de visitas.   Nesta, a terapeuta apresentou-nos às doentes e ausentou-se. Então tivemos a oportunidade e liberdade para iniciar o jogo que tínhamos previamente preparado para darmo-nos a conhecer e para conhecermos as doentes. Para nossa grande surpresa e felicidade o jogo teve bastante adesão e foi do agrado de todas as doentes.
Quando o jogo finalizou as doentes ainda permaneciam animadas e então decidimos continuar mais tempo com o grupo e realizamos um jogo de mímica. Depois disto, e porque as 16.30h já passavam à algum tempo levamos as doentes de novo para a unidade, estivemos um pouco com outras doentes e o tempo obrigou-nos a ir embora.
 Assim aconteceu, porém saímos com um saldo bastante positivo, pois percebemos o que estas doentes gostam de fazer:
  • Cantar
  • Jogar cartas (Copas e Burro)
  • Dançar
  • Pintar (e algumas desenhar)
  • Ler e escrever (Sobretudo Aprender)
  • Passear no exterior
  • Trabalhar na lavandaria (é o sonho de uma)
E a este saldo positivo, juntamos o facto de termos entrado como amigas, e de termos arranjado já, pelo menos, sete doentes que nos consideram como tal.